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terça-feira, dezembro 27, 2011

A História de um Anjo - Parte 9

"(...) A oração de Sophio se tornou um feixe de luz que foi ao céu. Com meus olhos eu o segui. No seu fim eu podia ver meu Pai de pé. Um rápido vislumbre de Sua glória e minha confusão se dissipou. Ajeitei-me e reposicionei meu escudo. Lúcifer, pela primeira vez, viu Sophio orando. O sorriso dele se dissipou, então ele o forçou de volta.
Ele começou a falar mais rápido, mas o tom natural de sua voz estava voltando.

— O Pai nos espera, Gabriel. Vamos esmagar o frasco em comemoração à vitória do Pai. Vamos retornar em alegria. Sua missão está completa. Você será premiado com um trono como o meu. Você será como Deus.

Se Satã teve alguma chance, ele acabara de perdê-la.

— Mentiroso! — desafiei. — Eu já ouvi essas palavras antes. Eu já ouvi essa promessa. É uma mentira, e você é o pai das mentiras. Você fede, você é desprezível. Vá para o inferno!

Apesar de saber que minha espada não iria parar Lúcifer, eu a desembainhei.

— Senhor Todo-poderoso, salve-nos!

Eu orei. Ele o fez. Minha espada projetou uma luz maior do que nunca — uma luz tão forte que fez Lúcifer cobrir os olhos e soltar um dilúvio de maldições.
Virei-me para meus anjos; eles estavam novamente atentos e posicionados, o encanto quebrado e a coragem deles restaurada. Eles ergueram suas espadas, desafiadores. A luz crescente iluminou o demônio, revelando o que eu havia visto na sala do trono, só que agora seu capuz estava caído para trás. O rosto esquelético violava o céu.
Levei minha luz ao coração do demônio. Enquanto eu o fazia, Aegus fez o mesmo do outro lado. Satã gritou, convulsionando em dor enquanto nossas luzes se fundiam em um calor purgantes. De dentro dele fugiam os ogros de um milhão de misérias: solidão, raiva, medo.
Em uma derradeira e desesperada tentativa, Lúcifer veio para cima de mim e deu um bote no frasco celeste. Ele nunca teve chance. A espada de Paragon varreu o céu, arrancando a mão de Satã de seu braço, fazendo-a rodopiar pela noite. Uma onda de mau cheiro nos forçou a erguer nossos escudos diante de nossos rostos. Satã jogou sua cabeça para trás, sua figura se contorcia de dor. A voz que momentos atrás encantava agora sibilava.

— Eu voltarei! — jurou Lúcifer. — Eu voltarei!

Sophio meneou sua cabeça em aversão.

DISFARÇADO COMO UM ANJO DE LUZ... — ele disse tenramente.

Tão rapidamente quanto apareceu, Satã se foi. E nós estouramos em louvor.

— Louvado, louvado, louvado é o Senhor Todo-poderoso!
— Rei dos reis e Senhor do senhores!

Enquanto o Pai recebia nossos louvores, ele sussurrou para mim. Eu o escutei como se estivesse do meu lado.

— Vá, Gabriel; vá e diga a Maria. (...)"

                               (Max Lucado)

CONTINUA...
Obs.: Leiam as partes anteriores para entender.

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