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quinta-feira, dezembro 15, 2011

A História de um Anjo - Parte 4

"(...) Como foi emocionante o nosso envio! Miguel, o arcanjo, leu-nos as palavras do Livro da Coragem. As tropas cantaram para o Pai, rogando que seu espírito acompanhasse nosso batalhão. O Pai levantou-se de seu trono em uma enchente de luz em cascata e nos deu palavras de força.
Aos anjos, ele frisou:

– Sejam forte, meus ministros.

A mim, ele lembrou:

– Gabriel, Satã deseja destruir a semente tanto quanto você deseja entregá-la. Porém, não tema: eu estarei com você.
– Seja feita a vossa vontade – disse com determinação, e tomei meu lugar como líder das tropas. Era hora de partir. Comecei a canção de louvor para sinalizar nossa partida. Um por um os anjos se juntaram a mim em adoração. Por uma última vez encarei a luz. Viramo-nos e mergulhamos aos céus.
Nas ondas da luz dele, voamos. Na crista de nossas músicas, nós nos elevamos. Paragon estava à minha direita; Aegus, à minha esquerda – ambos escolhidos a dedo por nosso Pai para guardar o frasco. Sempre hábeis. Sempre vivos. Sempre obedientes.
Nosso número era tão imenso que eu não podia ver onde acabávamos. Nossa força não conhecia limites. Voamos como uma corrente de estrelas pelo universo: eu guiando, milhares de anjos me seguindo. De relance, deliciei-me ao ver um mar de asas prateadas batendo em ritmo silencioso.
Deles vinha uma onda constante de louvor espontâneo.

– Toda a glória a Deus!
– Apenas Ele é digno!
– Louvado é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores!
– A batalha a Deus pertence!

Eu havia escolhido apenas os anjos mais habilidosos para a minha companhia, pois apenas os mais habilidosos poderiam enfrentar o inimigo. Todos os anjos estavam dispostos, mas apenas os guerreiros mais hábeis foram selecionados.
Passamos pela galáxia de Ebon rumo à constelação de Emmanees. Pelo canto dos olhos dei uma olhada em Exalon, um planeta que era anelado uma vez para cada filho que se tornava temente ao Pai. Seguimos pela constelação de Clarion e pelo círculo estelar de Darius.
Ao redor do meu pescoço balançava o frasco incandescente, seu mistério ainda além da minha compreensão.
Ouvi a voz de Sophio atrás de mim. O Pai havia lhe dado o dom da sabedoria, e eu o havia levado a muitas jornadas. Sua tarefa é sempre a mesma.


– Sussurre a verdade para mim enquanto voamos – eu havia dito e ele assim o fazia. – Lúcifer é o pai das mentiras. Não há verdade... nele. Ele vem para roubar, matar e destruir.

Minha velocidade aumentava juntamente com a minha coragem. Nós sabíamos que não falharíamos. Mas não fazíamos ideia de que a batalha viria rapidamente. Cruzávamos o Cume do Tempo há apenas alguns momentos quando Paragon gritou:

– Preparem-se!

De repente eu estava emaranhado em uma rede invisível. Filas e mais filas de anjos caíam sobre mim. Até o último flanco estava se movendo rápido demais para evitar a armadilha. Em poucos instantes, éramos uma bola de confusão. (...)"

                (Max Lucado)


CONTINUA...
Obs.: Quem tá chegando agora, dá uma lida nas 3 partes anteriores à essa para entenderem a história ;)

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